Relatório anual 2025

Confira nosso relatório de atividades

Mecanismo indígena Vítuke

Recursos diretos para os indígenas de todos os biomas brasileiros.

Floresta Viva

Restauração ecológica dos biomas brasileiros com recursos do Fundo Socioambiental do BNDES e de instituições apoiadoras

FINACLIMA-SP

Mecanismo que viabiliza aportes de recursos privados, para ampliar e qualificar o financiamento climático no território paulista

AMAZÔNIA VIVA

Mecanismo de Financiamento Amazônia Viva fortalece organizações, negócios e a cadeias da sociobiodiversidade

Fundo Kayapó

Mecanismo indígena que tem como missão apoiar o povo indígena Mebêngôkre-Kayapó

ARPA

O maior programa de conservação de florestas tropicais do planeta

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Postado dia 12 junho 2026

FUNBIO abre inscrições para a 9ª edição de programa que apoia pesquisas aplicadas de campo em conservação ambiental

O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) está com inscrições abertas para a 9ª edição do programa Bolsas FUNBIO – Conservando o Futuro. A iniciativa apoia pesquisas aplicadas de campo de mestrandos e doutorandos de instituições reconhecidas pelo MEC, com recursos destinados a despesas como deslocamento, hospedagem, equipamentos e outras atividades essenciais para o desenvolvimento dos estudos. Desde sua criação, o programa já apoiou mais de 200 pesquisadores em biomas de todas as regiões brasileiras. As inscrições seguem abertas até 30 de julho de 2026 e podem ser feitas no site: https://chamadas.funbio.org.br/bolsas-funbio-2026  As propostas selecionadas devem estar relacionadas a temas como conservação, manejo e uso sustentável da fauna e da flora, recuperação de paisagens e áreas degradadas, gestão territorial para proteção da biodiversidade e mudanças climáticas, sustentabilidade e saberes ambientais da cultura indígena aplicados à conservação da biodiversidade. A iniciativa conta com a parceria do Programa Fonseca de Liderança , criado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). “O programa Bolsas FUNBIO caminha para a primeira década de existência e nos dá enorme satisfação ver como o apoio a pesquisas de campo pode impulsionar a trajetória de jovens pesquisadores dedicados à conservação em todo o país. Gerar conhecimento e conexões, estimular o desenvolvimento de habilidades é, para nós, o maior legado da iniciativa, que tem como parceiro fundamental o programa Fonseca de Liderança do GEF”, afirma Rosa Maria Lemos de Sá, secretária-geral do FUNBIO. "O recurso me permitiu sonhar e mudou minha perspectiva como pesquisadora. A partir do apoio do Bolsas FUNBIO, tive meios para explorar várias áreas, técnicas ou não. Pude investigar áreas em que nunca houve coletas, comprar equipamentos, melhorar a qualidade da minha pesquisa e também desenvolver habilidades de gerenciamento, integrar outras pessoas ao meu projeto. Além do recurso financeiro, a bolsa proporciona um crescimento profissional e pessoal, permite ter diferentes experiências, promove reuniões, networking", diz a doutoranda Catherine Rios Santo, da UFMG.  As inscrições ficam abertas até 30 de julho de 2026 e devem ser realizadas pelo portal de chamadas do FUNBIO . O edital completo reúne os critérios de participação, os eixos temáticos contemplados e as orientações para submissão das propostas.    Serviço:  9ª edição do programa Bolsas FUNBIO – Conservando o Futuro. Data: 5 de junho a 30 de julho Link para inscrições: https://chamadas.funbio.org.br/bolsas-funbio-2026    Sobre o FUNBIO  O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) é um mecanismo financeiro nacional privado, sem fins lucrativos, que trabalha em parceria com os setores governamental, empresarial e a sociedade civil para que recursos estratégicos e financeiros sejam destinados a iniciativas efetivas de conservação da biodiversidade. Desde o início das atividades, em 1996 o FUNBIO já apoiou mais de 700 projetos que beneficiaram número superior a 400 instituições em todo o país. Entre as principais atividades realizadas estão a gestão financeira de projetos, o desenho de mecanismos financeiros e estudos de novas fontes de recursos para a conservação, além de compras e contratações de bens e serviços. É a única instituição da sociedade civil no Hemisfério Sul acreditada tanto como agência implementadora do GEF, o Fundo Global para o Meio Ambiente, quanto do GCF, Fundo Global para o Clima. Mais informações em www.funbio.org.br.    GEF O Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) é o maior fundo multilateral do mundo para o meio ambiente. Seu conjunto de fundos trabalha em conjunto para abordar os desafios mais urgentes do planeta de forma integrada. Seu financiamento ajuda os países em desenvolvimento a enfrentar desafios complexos e a trabalhar para atingir as metas ambientais internacionais. Nas últimas três décadas, o GEF forneceu mais de USD 27 bilhões em financiamento, principalmente na forma de doações, e mobilizou outros USD 155 bilhões para projetos prioritários liderados pelos países.    Mais informações em: thegef.org 

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Postado dia 11 junho 2026

Bolsistas do FUNBIO do Programa Fonseca de Liderança participam de Assembleia do GEF

Dedicado a formar uma nova geração de conservacionistas, o Programa Fonseca de Liderança, realizado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), levou um grupo de 15 fellows para acompanhar a 8ª Assembleia do GEF, realizada em Samarcanda, Uzbequistão, no início de junho. E entre os selecionados estavam dois doutorandos brasileiros, apoiados por meio do Programa Bolsas FUNBIO – Conservando o Futuro: Catherine Rios e João Xavier. “Para nós que somos da pesquisa foi muito interessante ver como essas discussões acontecem em nível global, como os delegados e países fazem essa discussão. E entender as políticas por trás dos financiamentos e das estratégias de conservação. E que nós precisamos participar desse debate para colocar nossas necessidades regionais e nacionais na mesa de discussões”, resume João, doutorando da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A Assembleia é o órgão de governança máximo do GEF, composta por 186 países-membros que se reúnem a cada quatro anos para traçar um caminho para o cumprimento das metas ambientais globais. O evento reúne ministros, chefes de organizações internacionais, líderes empresariais, defensores da sociedade civil, povos indígenas, mulheres e jovens de todos os países. “Foi uma experiência excelente, que com certeza mudou minha vida pessoal e profissional. Estar na Assembleia me permitiu conhecer outros fellows, entender melhor como funcionam as tomadas de decisão e como são distribuídos os recursos financeiros para a conservação que impactam na minha pesquisa de doutorado e na conservação do Brasil”, conta Catherine Rios, doutoranda da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A experiência dos fellows incluiu a realização de um curso de lideranças, voltado para fortalecer suas habilidades e capacidades como porta-vozes da conservação da natureza no mundo.  “Acho que o principal foco do Programa Fonseca de Liderança é oportunizar. Oportunizar para que nossos países do Sul Global possam fazer pesquisa, de base e qualidade. E essa experiência definitivamente me permitiu ter novos sonhos. Novos caminhos profissionais foram abertos para mim”, afirma Catherine, que está na fase final da sua pesquisa sobre a biodiversidade rica e única da área de transição entre Caatinga e Cerrado no estado do Maranhão. O pesquisador da UFSC compartilha o sentimento e a gratidão aos aprendizados, conexões e trocas que os dois irão levar dessa oportunidade. Em seu projeto, João  busca compreender os impactos causados pelas mudanças climáticas aos anfíbios e como as estratégias atuais de conservação dão conta – ou não – da conservação desses animais no longo prazo na região subtropical brasileira, que engloba os estados do Sul, parte de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Uma pauta atual, global e que, agora, ele tem mais ferramentas para amplificar. “No treinamento de lideranças aprendemos como estruturar nosso projeto, como avaliar nossa tomada de decisões, como tentar mudar a atitude do nosso público-alvo com relação à conservação, como atender aos objetivos dos nossos projetos e como comunicá-los”, explica João. O Programa Fonseca de Lideranças foi criado em nome do cientista brasileiro Gustavo Fonseca, que faleceu precocemente em 2022, em homenagem às suas contribuições para a conservação da biodiversidade no mundo. Em parceria com outras iniciativas institucionais já existentes, o programa dedica-se a formar e apoiar uma nova geração de profissionais da conservação de países em desenvolvimento e com economias em transição. 

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Postado dia 11 junho 2026

Pesquisa mapeia rotas de aves marinhas ameaçadas no Nordeste em prol da conservação

Quando se trata da conservação de espécies migratórias, desvendar suas rotas, seus pontos de parada, alimentação, descanso e reprodução, é fundamental. Rastrear esses movimentos, porém, não é fácil. Para desvendá-los, o doutorando Rafael Revoredo, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que quer mapear os trajetos percorridos por aves marinhas ameaçadas de extinção na costa semiárida brasileira, conta com a ajuda da tecnologias como GPS e telemetria.  O pesquisador é um dos selecionados na 8ª  edição do Bolsas FUNBIO – Conservando o Futuro, por meio do Programa Fonseca de Liderança, do Fundo Global do Meio Ambiente (GEF). “Imagine se o GPS do celular de uma pessoa ficasse ligado o tempo todo. Ao observar seus deslocamentos ao longo de um mês, seria possível identificar onde ela mora, trabalha, se alimenta e socializa. Se esse mesmo exercício fosse feito com muitas pessoas de uma cidade, surgiriam padrões de uso do espaço urbano. Com as aves, a lógica é parecida. Elas não carregam celulares, mas pequenos dispositivos de rastreamento permitem entender onde descansam, onde pescam, quais rotas utilizam e quais áreas são fundamentais para sua sobrevivência”, explica Rafael. O estudo tem foco em duas espécies costeiras-marinhas ameaçadas: o trinta-réis-róseo (Sterna dougallii) e o trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus), ambas classificadas pelo ICMBio como Vulneráveis ao risco de extinção. Além de entender onde essas aves estão e por onde se deslocam no Oceano e ao longo da costa, Rafael busca compreender quais fatores influenciam essa escolha: o vento; a disponibilidade de alimento, como peixes e presas; e a presença de atividade humana ou mesmo estruturas artificiais na paisagem costeira. E o possível impacto de ameaças futuras como a instalação de eólicas offshore e das mudanças climáticas e o aumento do nível do mar. Para isso, ele mapeou pontos de ocorrência para captura das aves que irão receber os dispositivos de GPS e os pontos de instalação das antenas receptoras responsáveis por coletar esses dados. Como se tratam de aves migratórias, com largas áreas de distribuição, o pesquisador fará diversas expedições, indo desde o Rio Grande do Norte, principalmente no município de Galinhos, que será sua principal área de captura, até os estados do Ceará, Pará e na divisa entre Bahia e Sergipe. Rafael conta ainda com parcerias para coleta de dados nos Estados Unidos. As campanhas são planejadas de acordo com os períodos em que já se sabe que as aves ocorrem com maior abundância nos diferentes pontos do litoral.  “A ideia é fazer também expedições exploratórias para descobrir novas áreas de uso dos animais entre Sergipe e Bahia, em novas áreas do Rio Grande do Norte e pontos do Norte do país, principalmente no Pará”, explica o doutorando. “Assim, poderemos marcá-las nesses novos locais e entender a movimentação que desempenham em outros ambientes também e expandir esse conhecimento”, acrescenta. O escopo ambicioso da pesquisa só foi possível graças ao apoio do Bolsas FUNBIO, destaca Rafael. “A Bolsa do FUNBIO vai permitir que a gente vá mais longe, prospecte melhor novas áreas e consiga executar novas expedições que antes não estavam previstas por falta de recursos. Ela vem em um momento fundamental e permite que a gente consiga não só executar com maestria a pesquisa, mas até mesmo ir além”, avalia. Os recursos ajudarão a viabilizar expedições de campo, combustível, alimentação, hospedagem, aquisição de equipamentos e materiais.  Além de gerar conhecimento, o doutorando tem como objetivo apoiar a conservação das espécies, que já sofrem com impactos em linhas de transmissão de energia no estado potiguar. Com a pesquisa, Rafael espera ampliar o olhar sobre o que está acontecendo com esses trinta-réis ameaçados em outros pontos da distribuição da espécie. E mais importante, o que pode ser feito em termos de prevenção. O trabalho está alinhado com as metas estabelecidas no Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação das Aves Marinhas, que inclui 17 espécies-alvo, dentre elas o trinta-réis-róseo e o trinta-réis-de-bando. “Não é apenas a pesquisa pela pesquisa, é uma ação dentro do PAN. E, portanto, uma forma de fazer conservação efetiva”, pontua.  Ao identificar áreas prioritárias, rotas de deslocamento e riscos potenciais, o estudo pode subsidiar conversas com órgãos públicos, empresas e outros setores envolvidos no uso da zona costeira e marinha sobre boas práticas. “Para termos um desenvolvimento cada vez mais sustentável, que olhe para o futuro considerando também a conservação das espécies”, conclui.

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